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2015

A Luz da Cidade

Vivemos (n)um tempo marcado pelo apagar de iluminismos tantas vezes reactualizados que — ao longo de quase três séculos — permitiram, apesar de muitos efeitos perversos no caminho, transformações criadoras de progresso, justiça e bem-estar.

Dessa lanterna, com muitos modelos mas da mesma patente, esgota-se agora a energia e a capacidade de renovação. Manifesto é o abalo (às vezes, a ruína) dos seus alicerces; inegável é a ultrapassagem de teses, programas, intenções e discursos mais ou menos estereotipados pela realidade, ela própria.

O tempo e o modo…

Mas é também agora que se propõe como tema destes Jardins de 2015 A Luz da Cidade. Não a Luz redentora, de verdade total e absoluta, mas a Luz que se reflecte nos momentos, breves ou longos, das realizações que se propõem. E, se é certo que esse reflexo pode ser mais óbvio no programa de manifestações de artes visuais, na sua tradução em desenho, pintura, fotografa, nos debates sobre arquitectura e urbanismo, ele não deixa de estar presente — melhor: não se dispensa — na luminosidade que se pretendeu imprimir na produção do elenco de ofertas que, durante 10 dias, pode ser fruído pelos viseenses; isto é, por quem cá nasceu, por quem cá efémera ou longamente vive, por quem visita a cidade.

Sempre a cidade…

Nunca esquecendo que, simbólica e cientificamente, a clara cor da luz — o branco — é resultado luminoso da junção todas as outras cores: diversas, diferentes, mestiças, plurais.

É habitual terminarem estes editoriais com uma citação poética a propósito. Mas isso não se fará este ano. Desta vez, propomos encontrar a poesia na própria luz da cidade, na transparência do seu quotidiano. Sempre a jardinar o prazer dos encontros, o gozo das práticas artísticas, o livre debate das ideias. Afinal … o exercício da cidadania.

 

João Luís Oliva

A Luz da Cidade

Vivemos (n)um tempo marcado pelo apagar de iluminismos tantas vezes reactualizados que — ao longo de quase três séculos — permitiram, apesar de muitos efeitos perversos no caminho, transformações criadoras de progresso, justiça e bem-estar.

Dessa lanterna, com muitos modelos mas da mesma patente, esgota-se agora a energia e a capacidade de renovação. Manifesto é o abalo (às vezes, a ruína) dos seus alicerces; inegável é a ultrapassagem de teses, programas, intenções e discursos mais ou menos estereotipados pela realidade, ela própria.

O tempo e o modo…

Mas é também agora que se propõe como tema destes Jardins de 2015 A Luz da Cidade. Não a Luz redentora, de verdade total e absoluta, mas a Luz que se reflecte nos momentos, breves ou longos, das realizações que se propõem. E, se é certo que esse reflexo pode ser mais óbvio no programa de manifestações de artes visuais, na sua tradução em desenho, pintura, fotografa, nos debates sobre arquitectura e urbanismo, ele não deixa de estar presente — melhor: não se dispensa — na luminosidade que se pretendeu imprimir na produção do elenco de ofertas que, durante 10 dias, pode ser fruído pelos viseenses; isto é, por quem cá nasceu, por quem cá efémera ou longamente vive, por quem visita a cidade.

Sempre a cidade…

Nunca esquecendo que, simbólica e cientificamente, a clara cor da luz — o branco — é resultado luminoso da junção todas as outras cores: diversas, diferentes, mestiças, plurais.

É habitual terminarem estes editoriais com uma citação poética a propósito. Mas isso não se fará este ano. Desta vez, propomos encontrar a poesia na própria luz da cidade, na transparência do seu quotidiano. Sempre a jardinar o prazer dos encontros, o gozo das práticas artísticas, o livre debate das ideias. Afinal … o exercício da cidadania.

 

João Luís Oliva