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moderno & medieval camuflado

Artes Visuais > Exposição Colectiva
Comissário | Miguel von Hafe Pérez
foto da expo miguel von haffe
Local
Museu Nacional Grão Vasco

moderno & medieval camuflado

Luz e trevas. No arco que recorre esta dicotomia encontra-se a impossível definição para o actual estado de ansiedade civilizacional. Da híper-transparência digital à opacidade de importantes retrocessos sociais e políticos, assistimos com incredulidade à debilitação de processos de consolidação de premissas básicas de uma modernidade esclarecida e universalista.

No contexto artístico, a modernidade pode ser entendida como uma plataforma de resistência activa à normalização e rebaixamento dos preceitos convencionais de uma socialização alienada. Assim, a partir da presença eminente da pintura de Álvaro Lapa intitulada Espaldar modernista de apedrejar o público, de 1984, desenha-se um discurso expositivo que trabalha a partir desse oximoro: na hostilidade moderna ancora-se o mais luminoso projecto de construção de alternativas a visões do mundo unívocas e conservadoras.

Cobrindo um arco temporal de mais de meio século, iniciado por um tremendo Mário Cesariny de 1949 e acabando na mais recente produção de Miguel Leal, datada deste mesmo ano, aqui se encontram momentos decisivos na criação contemporânea portuguesa, onde as respectivas idiossincrasias criativas se ancoram na possibilidade e necessidade da arte constituir um processo de construção formal e conceptual com capacidade de fazer mundo, enquanto comentário, epifania, suspensão de juízo ou curto-circuito narrativo.

O “eu” de Álvaro Lapa, aquele i maiúsculo, o espaldar de resistência e obliteração de sentido, é, só por si, o mais pungente manifesto da liberdade reivindicada para a criação. Liberdade essa que o arquitecto Souto de Moura vai utilizar para a criação de uma intervenção com a qual se fecha um círculo: o autor do projecto de renovação do Museu Gão Vasco a reinventar um dos seus espaços mediante a citação da obra-prima de Lapa. Círculo mítico. Círculo de coragem, generosidade e empatia estética.

Linha de crédito da imagem

Vista da exposição “Álvaro Lapa: retrospectiva”, Casa de Serralves, Porto, 19 de Maio a 17 de Julho de 1994

Foto: Foto Alvão © Fundação de Serralves, Porto.

Projecto em parceria com o Museu Nacional Grão Vasco. Agradecemos à equipa do MNGV todo o apoio e dedicação na edificação deste projecto

Artistas

Álvaro Lapa

Ângelo de Sousa

António Areal

Avelino Sá

Bruno Pacheco

Daniel Barroca

Eduardo Batarda

Fernando Brito

Fernando José Pereira

Gil Heitor Costesão

Helena Almeida

Jorge Pinheiro

Jorge Queiroz

Mário Cesariny

Miguel Leal

Pedro Cabrita Reis

Susanne Themlitz

e a participação especial de Eduardo Souto de Moura

foto da expo miguel von haffe

moderno & medieval camuflado

Luz e trevas. No arco que recorre esta dicotomia encontra-se a impossível definição para o actual estado de ansiedade civilizacional. Da híper-transparência digital à opacidade de importantes retrocessos sociais e políticos, assistimos com incredulidade à debilitação de processos de consolidação de premissas básicas de uma modernidade esclarecida e universalista.

No contexto artístico, a modernidade pode ser entendida como uma plataforma de resistência activa à normalização e rebaixamento dos preceitos convencionais de uma socialização alienada. Assim, a partir da presença eminente da pintura de Álvaro Lapa intitulada Espaldar modernista de apedrejar o público, de 1984, desenha-se um discurso expositivo que trabalha a partir desse oximoro: na hostilidade moderna ancora-se o mais luminoso projecto de construção de alternativas a visões do mundo unívocas e conservadoras.

Cobrindo um arco temporal de mais de meio século, iniciado por um tremendo Mário Cesariny de 1949 e acabando na mais recente produção de Miguel Leal, datada deste mesmo ano, aqui se encontram momentos decisivos na criação contemporânea portuguesa, onde as respectivas idiossincrasias criativas se ancoram na possibilidade e necessidade da arte constituir um processo de construção formal e conceptual com capacidade de fazer mundo, enquanto comentário, epifania, suspensão de juízo ou curto-circuito narrativo.

O “eu” de Álvaro Lapa, aquele i maiúsculo, o espaldar de resistência e obliteração de sentido, é, só por si, o mais pungente manifesto da liberdade reivindicada para a criação. Liberdade essa que o arquitecto Souto de Moura vai utilizar para a criação de uma intervenção com a qual se fecha um círculo: o autor do projecto de renovação do Museu Gão Vasco a reinventar um dos seus espaços mediante a citação da obra-prima de Lapa. Círculo mítico. Círculo de coragem, generosidade e empatia estética.

Linha de crédito da imagem

Vista da exposição “Álvaro Lapa: retrospectiva”, Casa de Serralves, Porto, 19 de Maio a 17 de Julho de 1994

Foto: Foto Alvão © Fundação de Serralves, Porto.

Projecto em parceria com o Museu Nacional Grão Vasco. Agradecemos à equipa do MNGV todo o apoio e dedicação na edificação deste projecto

Artistas

Álvaro Lapa

Ângelo de Sousa

António Areal

Avelino Sá

Bruno Pacheco

Daniel Barroca

Eduardo Batarda

Fernando Brito

Fernando José Pereira

Gil Heitor Costesão

Helena Almeida

Jorge Pinheiro

Jorge Queiroz

Mário Cesariny

Miguel Leal

Pedro Cabrita Reis

Susanne Themlitz

e a participação especial de Eduardo Souto de Moura