MENU

memo.graphico

Artes Visuais
Paula Magalhães e Nicolau Tudela
foto paula magalhaes nicolau tudela
Local
Museu da Misericórdia: Adro da Sé de Viseu

O instante perenizado é o paradoxal resultado fixado (registado para memória futura) conseguido pela captação da “câmara obscura”.

Fotografias são registos fidedignos de paragens no tempo, de coisas, de entidades, de seres, capturados nas contingentes circunstâncias do momento, do instante. Por isso se chamam “instantâneos”.

São captações de estados da evolução biológica-biográfica, datadas, “acabadas”, mas podendo ser sequenciadas se acrescentadas umas às outras. São registos aparenciais que captam contudo imutáveis sentidos essenciais.

Uma sequência de imagens fotografadas consegue reunir um denominador comum das transformações feitas pela oxidação e consequente envelhecimento que o tempo opera nas coisas, nos entes, nas entidades, que são registadas na sua imagem iluminada, em constante mutação.

                                                                                                                                                   Luís Calheiros, 2015

A obra memo.graphico é uma mostra de fotografias originais captadas durante os últimos anos. Procuram trazer para as suas imagens a sensação da lembrança, de um acontecimento, de um percurso, com todas as armadilhas que faz a memória na tentativa de procurar a sua melhor representação, combinando percepções, projectando e sobrepondo imagens e sensações, reconstruindo-se constantemente. A fotografia é uma viagem… tão maleável e tão falível quanto a memória. Os lugares formam a estrutura material do dispositivo da memória. A cidade é o ponto onde se encontram todos os tempos, passados, presentes e futuros, numa continuidade em processo de devir.

“Em Face de qualquer imagem do infinito, o homem descobre-se a si próprio, relembra a sua condição de viajante na terra e dá início à peregrinação.” (Ruy Cinatti).

                                                                                                       Paula Magalhães e Nicolau Tudela, 2015

 

foto paula magalhaes nicolau tudela

O instante perenizado é o paradoxal resultado fixado (registado para memória futura) conseguido pela captação da “câmara obscura”.

Fotografias são registos fidedignos de paragens no tempo, de coisas, de entidades, de seres, capturados nas contingentes circunstâncias do momento, do instante. Por isso se chamam “instantâneos”.

São captações de estados da evolução biológica-biográfica, datadas, “acabadas”, mas podendo ser sequenciadas se acrescentadas umas às outras. São registos aparenciais que captam contudo imutáveis sentidos essenciais.

Uma sequência de imagens fotografadas consegue reunir um denominador comum das transformações feitas pela oxidação e consequente envelhecimento que o tempo opera nas coisas, nos entes, nas entidades, que são registadas na sua imagem iluminada, em constante mutação.

                                                                                                                                                   Luís Calheiros, 2015

A obra memo.graphico é uma mostra de fotografias originais captadas durante os últimos anos. Procuram trazer para as suas imagens a sensação da lembrança, de um acontecimento, de um percurso, com todas as armadilhas que faz a memória na tentativa de procurar a sua melhor representação, combinando percepções, projectando e sobrepondo imagens e sensações, reconstruindo-se constantemente. A fotografia é uma viagem… tão maleável e tão falível quanto a memória. Os lugares formam a estrutura material do dispositivo da memória. A cidade é o ponto onde se encontram todos os tempos, passados, presentes e futuros, numa continuidade em processo de devir.

“Em Face de qualquer imagem do infinito, o homem descobre-se a si próprio, relembra a sua condição de viajante na terra e dá início à peregrinação.” (Ruy Cinatti).

                                                                                                       Paula Magalhães e Nicolau Tudela, 2015