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HOLLY HERNDON (EUA)

Som > Concerto
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Local
Claustro da Sé de Viseu
Horário
11 Julho > 23h00
Público Alvo
M/12
Mecenas
FORMARTINAUTO

O segundo álbum de Holly Herndon, “Platform”, propõe um renovar de fantasias e um rejuvenescimento de um optimismo antigo. Herndon tornou-se um farol no espaço da música contemporânea ao experimentar dentro dos limites exteriores das possibilidades da música de dança e da escrita pop. “Platform” assinala a passagem de Herndon da música electrónica a voz singular.

Nascida no Tennessee, mas musicalmente criada fora de portas, Herndon irrompeu dos seus anos formativos da cena techno minimal de Berlim para a sua repatriação em São Francisco, onde actualmente vive e estuda no programa de doutoramento no Center for Computer Research in Music and Acoustics (CCRMA) da Universidade de Stanford.

Com os temas progressivos de Platform, Holly Herndon poderia ser vista como a resposta do século XXI para o cantor de protesto não fosse ela também uma compositora desse tipo sublime de música. As velhas categorias não fazem jus a Herndon, tal como a linhagem da música de protesto falha em captar o escopo do apelo de Platform e o seu potencial de ruptura em massa.

Para chegar a Platform, Herndon abriu o seu processo a artistas vitais e a pensadores do seu círculo criativo, liderando pelo exemplo de modo a abordar uma hoste de tópicos que vão desde a desigualdade sistémica a estados de vigilância e ao neofeudalismo.

Platform sublinha a necessidade de novas fantasias e de uma acção colectiva estratégica. Entre as suas colaborações, contam-se as do compositor e drag performer Colin Self (vozes em “Unequal”), do artista contemporâneo Spencer Longo (co-escritor em “Locker Leak”), da Amnesia Scanner (co-produtora em “An Exit”), do soprano do Ensemble Dal Niente Amanda deBoer Bartlett (vozes em “Dao”), do embaixador RSAM da Berlin Community Radio Claire Tolan (vozes em “Lonely at the Top”), e do estúdio de design holandês radical Metahaven (visuais em “Home”). A influência do colaborador de longa data e artista digital-DIY Mat Dryhurst ecoa por todo o trabalho.

A estreia de Herndon, Movement, lançado em 2012, é prova do encantamento da música trance em Herndon, bem como reveladora de técnicas de sampling disjuntivas inauguradas pela composição de vanguarda. Os singles subsequentes, “Chorus” e “Home” — oferecidos em antecipação a Platform — humanizaram o portátil ao celebrar a sua capacidade de arquivamento de memória enquanto lamentam a sua vulnerabilidade à luz das revelações de vigilância em massa.

Na sua passagem para Platform, a música de Herndon torna-se ainda mais visceral ao canalizar o caos e o clangor da experiência transmediada. Próxima de uma versão contemporânea dos ritmos industriais dos Einsturzende Neubaten ou das produções alienígenas fantásticas de Joe Meek, a paleta auditiva de Herndon mistura amostras de ambientes domésticos e digitais da sua vida quotidiana.

Ao opor o potencial distópico de um estado de vigilância e o espectro de uma monocultura, Platform almeja o momento instável de uma mudança consciente na conversação da música pop e de dança. Oferecendo aquilo que Herndon descreve como “um êxtase, um gesto paradisíaco”, Platform é um avanço optimista para Herndon, um apelo ao progresso, e um passo em direcção a novas formas de amar.

+INFO

www.hollyherndon.com

 

 

 

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O segundo álbum de Holly Herndon, “Platform”, propõe um renovar de fantasias e um rejuvenescimento de um optimismo antigo. Herndon tornou-se um farol no espaço da música contemporânea ao experimentar dentro dos limites exteriores das possibilidades da música de dança e da escrita pop. “Platform” assinala a passagem de Herndon da música electrónica a voz singular.

Nascida no Tennessee, mas musicalmente criada fora de portas, Herndon irrompeu dos seus anos formativos da cena techno minimal de Berlim para a sua repatriação em São Francisco, onde actualmente vive e estuda no programa de doutoramento no Center for Computer Research in Music and Acoustics (CCRMA) da Universidade de Stanford.

Com os temas progressivos de Platform, Holly Herndon poderia ser vista como a resposta do século XXI para o cantor de protesto não fosse ela também uma compositora desse tipo sublime de música. As velhas categorias não fazem jus a Herndon, tal como a linhagem da música de protesto falha em captar o escopo do apelo de Platform e o seu potencial de ruptura em massa.

Para chegar a Platform, Herndon abriu o seu processo a artistas vitais e a pensadores do seu círculo criativo, liderando pelo exemplo de modo a abordar uma hoste de tópicos que vão desde a desigualdade sistémica a estados de vigilância e ao neofeudalismo.

Platform sublinha a necessidade de novas fantasias e de uma acção colectiva estratégica. Entre as suas colaborações, contam-se as do compositor e drag performer Colin Self (vozes em “Unequal”), do artista contemporâneo Spencer Longo (co-escritor em “Locker Leak”), da Amnesia Scanner (co-produtora em “An Exit”), do soprano do Ensemble Dal Niente Amanda deBoer Bartlett (vozes em “Dao”), do embaixador RSAM da Berlin Community Radio Claire Tolan (vozes em “Lonely at the Top”), e do estúdio de design holandês radical Metahaven (visuais em “Home”). A influência do colaborador de longa data e artista digital-DIY Mat Dryhurst ecoa por todo o trabalho.

A estreia de Herndon, Movement, lançado em 2012, é prova do encantamento da música trance em Herndon, bem como reveladora de técnicas de sampling disjuntivas inauguradas pela composição de vanguarda. Os singles subsequentes, “Chorus” e “Home” — oferecidos em antecipação a Platform — humanizaram o portátil ao celebrar a sua capacidade de arquivamento de memória enquanto lamentam a sua vulnerabilidade à luz das revelações de vigilância em massa.

Na sua passagem para Platform, a música de Herndon torna-se ainda mais visceral ao canalizar o caos e o clangor da experiência transmediada. Próxima de uma versão contemporânea dos ritmos industriais dos Einsturzende Neubaten ou das produções alienígenas fantásticas de Joe Meek, a paleta auditiva de Herndon mistura amostras de ambientes domésticos e digitais da sua vida quotidiana.

Ao opor o potencial distópico de um estado de vigilância e o espectro de uma monocultura, Platform almeja o momento instável de uma mudança consciente na conversação da música pop e de dança. Oferecendo aquilo que Herndon descreve como “um êxtase, um gesto paradisíaco”, Platform é um avanço optimista para Herndon, um apelo ao progresso, e um passo em direcção a novas formas de amar.

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www.hollyherndon.com